Reabilitar edifícios devolutos pode reduzir emissões de carbono e consumo energético nas cidades 

Um estudo publicado em 2023 na revista Energies por Pedro Lima (Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa), Patrícia Baptista e Ricardo Gomes (Instituto Superior Técnico e IN+, Universidade de Lisboa e Cidades pelo Clima) analisa o potencial da reabilitação de edifícios devolutos em Lisboa como estratégia para reduzir consumos de energia e emissões urbanas de CO2, nas áreas dos edifícios e mobilidade. 

O que o estudo avaliou 

O artigo apresenta uma metodologia inovadora para quantificar os impactos energéticos da recuperação de edifícios abandonados ou em mau estado, considerando cenários de intervenção no edificado em conjunto com novos padrões de mobilidade urbana. Lisboa foi usada como caso-piloto para aplicar esta abordagem. 

Principais resultados 

  • A reabilitação de edifícios devolutos pode resultar em reduções significativas de consumo energético, aproveitando infraestruturas já existentes. 
  • O estudo mostra que intervenções em zonas centrais das cidades evitam a expansão urbana e podem reduzir o número de deslocações diárias de transporte privado entre municípios, resultando numa mobilidade mais sustentável. 
  • As estimativas apontam para ganhos ambientais e sociais relevantes, reforçando a importância de integrar a reabilitação urbana nas estratégias municipais de neutralidade climática

Porque é importante 

As cidades concentram grande parte do consumo energético e das emissões globais. A metodologia desenvolvida pelos investigadores portugueses fornece às autarquias uma ferramenta útil para planear políticas de habitação e reabilitação urbana alinhadas com estratégias de mobilidade, maximizando os benefícios ambientais e sociais. 

O estudo completo está disponível aqui: Framework for Quantifying Energy Impacts of Rehabilitation of Derelict Buildings: Assessment in Lisbon, Portugal