Durante a 30.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC), que decorre em Belém, no Brasil, os países participantes assinaram uma declaração histórica com vista à promoção da integridade da informação sobre as alterações climáticas, sinalizando um passo estratégico na luta global contra a desinformação.
A iniciativa é coordenada pela Iniciativa Global para a Integridade da Informação sobre as Alterações Climáticas, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o governo brasileiro.
A Declaração sobre a Integridade da Informação sobre as Alterações Climáticas, lançada a 12 de novembro de 2025, compromete os signatários a:
• Promover a integridade, credibilidade e fiabilidade da informação climática a nível internacional, nacional e local.
• Apoiar a existência de ecossistemas mediáticos diversos, resilientes e robustos, capazes de garantir uma cobertura rigorosa das questões ambientais.
• Garantir fundos para investigação sobre a integridade da informação climática e proteger os profissionais que reportam sobre estas temáticas.
Quem já assinou
Entre os primeiros países signatários estão: Brasil, Canadá, Chile, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Espanha, Suécia, Uruguai, Países Baixos e Bélgica.
Pela primeira vez em mais de três décadas de conferências da UNFCCC, o tema da integridade da informação foi incluído na agenda oficial.
A rápida proliferação de notícias falsas, campanhas de negação climática e manipulação digital exige uma resposta sistémica, sobretudo nos centros urbanos, onde a informação circula intensamente e a ação local depende de dados sólidos.
A Declaração de Belém marca um momento simbólico e prático para a ação climática: além de políticas e tecnologia, a fiabilidade da informação é agora reconhecida como parte integrante da resposta à crise climática.



