
A cidade de Guimarães recebe, entre os dias 6 e 9 de maio, mais uma edição do Fórum da Paisagem, um encontro internacional que coloca no centro do debate temas como a arquitetura paisagista, o ordenamento do território e a sustentabilidade. Integrado na programação de Guimarães 2026 – Capital Verde Europeia, o evento reúne estudantes, investigadores e profissionais de diferentes países para refletir sobre o futuro da paisagem e das cidades.
Organizado pelo Laboratório da Paisagem, em parceria com o LE Institute, o Commonspace e a Kultúraktív Egyesület, o fórum propõe uma abordagem multidisciplinar, cruzando reflexão académica, trabalho colaborativo e interação direta com o território.
Um laboratório vivo para pensar a paisagem
Ao longo de quatro dias, o programa combina conferências, grupos de trabalho, visitas de campo e momentos de debate público. O objetivo é claro: transformar Guimarães num espaço de experimentação e partilha de soluções para desafios contemporâneos como as alterações climáticas, a regeneração urbana e a participação das comunidades.
Um dos elementos centrais do Fórum da Paisagem é o trabalho de campo. No dia 7 de maio, os participantes vão sair do espaço académico para explorar diferentes zonas da cidade, interagindo com a comunidade local e analisando desafios concretos do território. Os resultados desse trabalho serão apresentados no último dia, numa sessão aberta que inclui também uma mesa-redonda com decisores políticos locais.
Esta dimensão prática reforça a ambição do evento: não se limitar à discussão teórica, mas contribuir para soluções aplicáveis e para uma transformação mais democrática da paisagem.
Cultura e arte como parte da reflexão
Para além do programa técnico, o fórum integra também momentos culturais que ampliam a reflexão sobre a paisagem. Entre os destaques está o espetáculo Mizu, uma performance que combina dança contemporânea, marionetas e artes visuais, apresentada ao ar livre no Parque da Cidade. A peça propõe uma abordagem sensorial à relação entre corpo, natureza e transformação.
Outro momento relevante é a exposição “Paisagens de Cuidado”, patente no IDEGUI, que explora temas como regeneração, memória e coexistência, cruzando arte e território.
Um posicionamento estratégico
Ao acolher o Fórum da Paisagem, Guimarães reforça a sua posição como território de referência na promoção de práticas inovadoras ligadas à sustentabilidade e à qualificação do espaço urbano. O evento afirma-se, assim, como uma plataforma internacional de intercâmbio e colaboração, alinhada com os objetivos da Capital Verde Europeia.



