7.º Relatório Nacional da União Europeia à Convenção sobre a Diversidade Biológica revela avanços realizados 

A União Europeia apresentou o seu 7.º Relatório Nacional à Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), detalhando os progressos na implementação do Quadro Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal (GBF). O relatório constitui um instrumento central de monitorização internacional, permitindo avaliar como o bloco europeu está a contribuir para travar e reverter a perda de biodiversidade até 2030. 

Contexto Internacional 

O Quadro Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal foi adotado em 2022, durante a COP15, com o objetivo de estabelecer metas globais ambiciosas para proteger ecossistemas, espécies e diversidade genética. Entre as principais metas destacam-se: 

  • Proteger pelo menos 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030; 
  • Restaurar 30% dos ecossistemas degradados; 
  • Reduzir significativamente a poluição e os impactos das alterações climáticas sobre a biodiversidade; 
  • Mobilizar financiamento adequado para a conservação da natureza. 

Principais Destaques do Relatório 

No seu 7.º Relatório Nacional, a União Europeia evidencia: 

1. Expansão de áreas protegidas 
Avanços na ampliação da rede de áreas protegidas terrestres e marinhas, com reforço da gestão eficaz e monitorização científica. 

2. Estratégia de Biodiversidade para 2030 
Implementação de políticas alinhadas com o Pacto Ecológico Europeu, incluindo metas juridicamente vinculativas para restauração da natureza. 

3. Financiamento e integração setorial 
Aumento do financiamento para conservação e integração da biodiversidade em políticas agrícolas, florestais, marítimas e climáticas. 

4. Monitorização e indicadores 
Desenvolvimento de sistemas de reporte e indicadores harmonizados para acompanhar o progresso rumo às metas globais. 

Desafios Identificados 

Apesar dos progressos, o relatório reconhece desafios importantes: 

  • Pressões contínuas da intensificação agrícola e urbanização; 
  • Perda de habitats e fragmentação ecológica; 
  • Necessidade de maior coerência entre políticas económicas e ambientais; 
  • Lacunas no financiamento global para países em desenvolvimento. 

Importância do Relatório 

O 7.º Relatório Nacional reforça o compromisso da União Europeia com a liderança ambiental global e com a implementação efetiva do Quadro de Kunming-Montreal. Além disso, contribui para a transparência e prestação de contas no âmbito multilateral, incentivando outros países a acelerar os seus esforços. 

A década até 2030 é considerada decisiva para inverter a perda de biodiversidade. O relatório demonstra que, embora haja avanços concretos, será necessária uma ação mais transformadora para cumprir as metas globais estabelecidas. 

Leia o relatório na íntegra aqui