
O Porto acolheu esta semana uma sessão presencial do Grupo de Trabalho da Cidades pelo Clima dedicado aos Contratos Climáticos das Cidades. O encontro reuniu 23 representantes municipais numa jornada de trabalho dedicada ao reforço da participação de cidadãos e organizações na definição e implementação de políticas climáticas locais.
Sob o mote WAKE UP! & A+ CLASS, o encontro arrancou com a apresentação do modelo de envolvimento comunitário desenvolvido pelo município do Porto, com intervenções da Porto Ambiente e da Agência de Energia do Porto. A estratégia tem assentado numa abordagem diversificada para mobilizar a população em torno do Pacto do Porto para o Clima, combinando iniciativas com impacto territorial, como roteiros locais, com campanhas de sensibilização como “Está nas Tuas Mãos” e no desenvolvimento de uma aplicação móvel que visa capacitar e informar os cidadãos com base nos seus padrões de consumo reais.
A sessão contou ainda com a participação de três signatários do Pacto do Porto para o Clima — Futebol Clube do Porto, Águas e Energia do Porto e Vintage for a Cause — que partilharam experiências concretas de envolvimento do setor privado. Os testemunhos evidenciaram como organizações com perfis distintos podem contribuir ativamente para a ação climática local, ao mesmo tempo que reforçam o seu posicionamento e impacto social.
Um dos momentos centrais do encontro foi a apresentação da plataforma ImPorto, desenvolvida no âmbito do projeto WAKE UP!. Ainda em fase piloto, esta aplicação digital resulta de um processo de co-criação com a comunidade e tem como objetivo valorizar e incentivar comportamentos sustentáveis dos cidadãos, organizando-os por diferentes áreas temáticas.
O final da sessão foi dedicado ao projeto A+CLASS, numa abordagem focada nos desafios e oportunidades que o programa coloca às cidades participantes, reforçando a partilha de conhecimento e a capacitação dos municípios.
A sessão terminou com um reforço do espírito colaborativo que caracteriza a Cidades pelo Clima: os municípios saíram com novas referências, contactos e pistas concretas para aprofundar o envolvimento das suas comunidades e acelerar a ação climática a nível local.



