
Num contexto de temperaturas cada vez mais elevadas, secas prolongadas e crescente pressão sobre os serviços municipais, especialistas internacionais reúnem-se a 24 de fevereiro de 2026 para discutir uma questão central: como planear e gerir eficazmente as florestas urbanas em cidades de clima seco.
O workshop técnico online ‘Planning for urban forests: Defining targets and resource needs through data’, promovido pela United Nations Economic Commission for Europe (UNECE), decorrerá através da plataforma Microsoft Teams entre as 15h00 e as 16h30 (CET) e inclui também um apelo à participação de cidades-piloto interessadas em testar novas ferramentas de planeamento.
Dados concretos para decisões mais eficazes
Apesar de o papel das árvores nas cidades ser amplamente reconhecido — desde a redução do efeito de ilha de calor até à melhoria da saúde pública — muitas autarquias continuam a enfrentar dificuldades na definição de metas realistas e na obtenção de recursos adequados. Faltam, frequentemente, indicadores claros que permitam estimar necessidades de financiamento, tempo de trabalho e dimensão das equipas técnicas.
Para responder a essa lacuna, será apresentado o UNECE Urban Forest Compass, um instrumento concebido para ajudar municípios a avaliar e comparar vários aspetos das suas florestas urbanas, como cobertura arbórea, acessibilidade, sobrevivência das plantações, investimento e equidade territorial. A ferramenta baseia-se em indicadores padronizados que permitem identificar pontos fortes, fragilidades e oportunidades de melhoria.
Estimar mão de obra e custos reais
O programa inclui ainda a apresentação de um segundo instrumento complementar: o Urban Forestry Workforce Estimator. Esta ferramenta foi desenvolvida com base em dados de longo prazo recolhidos na cidade e condado de de Denver, nos Estados Unidos.
Através da análise de horas de trabalho, ciclos de poda e custos de manutenção, o modelo permite transformar dados operacionais em estimativas concretas sobre necessidades de pessoal e orçamento. O objetivo é apoiar os responsáveis municipais na definição de metas realistas e fornecer argumentos sólidos para fundamentar pedidos de investimento junto dos decisores políticos.
Demonstração ao vivo e cooperação internacional
Durante a sessão haverá uma demonstração prática das ferramentas e espaço para partilha de experiências entre participantes. As cidades interessadas poderão ainda manifestar intenção de integrar um grupo de trabalho internacional que irá testar e aperfeiçoar o modelo em diferentes contextos urbanos.
Segundo os organizadores, a meta é clara: dotar as cidades de evidência técnica que sustente políticas mais robustas de gestão do arvoredo urbano, reforçando a resiliência climática e criando simultaneamente oportunidades de emprego verde.



