
A transição para sistemas alimentares mais saudáveis, locais e sustentáveis está em marcha em Portugal. No dia 30 de maio de 2025, começam oficialmente as Rotas para a Sustentabilidade, uma iniciativa promovida pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em parceria com o Turismo de Portugal, no âmbito do projeto europeu GrowLIFE – Governação e Informação em Matéria de Clima.
Este ciclo de visitas, que percorrerá 17 municípios de norte a sul do país ao longo de 2025, tem como objetivo valorizar práticas alimentares sustentáveis, fortalecer redes locais e inspirar transformações no sistema alimentar português, desde a produção à distribuição e consumo. “Cada rota será uma oportunidade para fortalecer redes de colaboração, valorizar o território e promover uma visão integrada para a transição dos sistemas alimentares em Portugal”, lê-se no comunicado oficial da organização.
Alimentação local e sustentável em destaque
A primeira etapa decorre nos dias 30 e 31 de maio, em Coimbra e São Pedro do Sul. Em Coimbra, o programa inclui visitas à Loja da Agrária, à Quinta de Agricultura Biológica Dona Rosa e à Quinta Keep Fresh, todos exemplos de produção alimentar que respeitam critérios de sustentabilidade ambiental, económica e social. Em São Pedro do Sul, os participantes terão a oportunidade de visitar o Mercado Municipal e a aldeia de Covas do Monte, uma das comunidades rurais que preserva práticas agrícolas tradicionais.
As visitas incluem momentos de diálogo com produtores, entidades locais e técnicos, promovendo a troca de experiências entre pares, numa lógica de aprendizagem mútua e capacitação. Esta é uma das marcas distintivas do projeto GrowLIFE, financiado pelo programa LIFE da União Europeia, com duração de cinco anos (2023–2028).
O que é o projeto GrowLIFE?
O GrowLIFE – Governação e Informação em Matéria de Clima é um projeto colaborativo que procura dar resposta aos desafios colocados pela crise climática, através da transformação dos sistemas alimentares. Focado na produção local, na redução de emissões, na preservação dos ecossistemas e na valorização dos territórios, o projeto aposta em metodologias participativas que envolvem decisores políticos, produtores, consumidores e profissionais da gastronomia. Entre os objetivos estão a promoção de uma alimentação saudável e acessível para todos; o apoio aos meios de subsistência dos agricultores; a redução do desperdício e das emissões associadas ao sistema alimentar e o estímulo à criação e desenvolvimento de modelos de governança local participativa e inclusiva.
Estas rotas pretendem não só divulgar boas práticas, mas também inspirar políticas públicas locais e regionais, articuladas com os compromissos nacionais e europeus para a neutralidade climática e a segurança alimentar.
Municípios mobilizados para a transição
A lista completa dos 17 municípios envolvidos ainda não foi divulgada, mas espera-se que as próximas paragens incluam territórios com experiências inovadoras no domínio da produção agroecológica, circuitos curtos de comercialização, educação alimentar nas escolas e turismo gastronómico sustentável.
A iniciativa será também acompanhada por momentos de comunicação e partilha, de forma a envolver a comunidade local e sensibilizar para a importância das escolhas alimentares na saúde das pessoas e do planeta.



