
Um novo estudo da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), publicado em maio de 2025, traz uma ferramenta essencial para apoiar a transição energética em Portugal. O relatório atualiza os dados que nos dizem quanto gastamos e quanto poluímos quando usamos diferentes tipos de energia, seja para aquecer casas, carregar automóveis elétricos ou alimentar fábricas.
Com estes dados mais precisos, será possível tomar melhores decisões — a nível nacional, local e até nas cidades — sobre onde investir, o que mudar e como reduzir emissões sem desperdiçar recursos.
Por que é que isto é importante?
Se queremos viver em cidades mais limpas, com menos emissões e energia mais eficiente, temos de saber exatamente:
- Quanta energia estamos a usar de verdade;
- Qual o impacto ambiental dessa energia;
- Que alternativas são mais limpas e eficazes.
É isso que este estudo nos ajuda a fazer: medir melhor, para agir melhor.
O que mede o estudo?
Este relatório calcula três coisas essenciais:
- Quanta energia existe realmente em cada tipo de combustível ou fonte — como a eletricidade da rede, o gás natural ou os combustíveis renováveis.
- Quanto “gasto invisível” está por trás do que usamos — por exemplo, pode usar-se muita energia para produzir apenas um pouco de eletricidade útil.
- Quanta poluição (em CO₂) é libertada ao usar cada tipo de energia.
Isto aplica-se a tudo o que usamos no dia a dia: desde o aquecimento das casas ao transporte, passando pela eletricidade que liga as nossas cidades.
O que muda com estes dados?
Com esta atualização, Portugal passa a ter números que refletem melhor a realidade atual e os progressos feitos na energia limpa. Eis algumas das mudanças mais relevantes:
- A eletricidade da nossa rede é, em grande parte, gerada por fontes renováveis (como o sol, o vento e a água). Por isso, passa agora a ser reconhecida como uma energia com menor desperdício e menor impacto ambiental.
- No entanto, nem todas as fontes renováveis são iguais. Por exemplo, a eletricidade de origem geotérmica nos Açores — embora natural — é pouco eficiente, e isso reflete-se nos dados.
- Os combustíveis fósseis continuam a ser os que mais emitem poluição. Mas as misturas com alternativas mais verdes, como biocombustíveis ou hidrogénio, já mostram melhorias visíveis rumo a 2050.
O que isto significa para as cidades?
Para quem planeia ou gere cidades, estes dados trazem vantagens claras:
- Ajudam a escolher as soluções energéticas mais eficientes e sustentáveis, por exemplo, ao renovar edifícios ou lançar novos projetos de mobilidade.
- Permitem candidatar-se com mais sucesso a fundos europeus e apoios climáticos, com base em números oficiais.
- São uma ferramenta útil para medir e comunicar os progressos feitos na luta contra as alterações climáticas — com transparência e credibilidade.
Conclusão
Este estudo vem reforçar o caminho de Portugal para um sistema energético mais limpo, justo e eficaz. Ajuda a tomar decisões com base em dados e não em suposições, mostrando o valor da eletricidade renovável, das escolhas locais e da adaptação às realidades regionais.
Para os municípios, decisores locais e cidadãos, este trabalho é um guia para fazer melhor, com menos impacto, e para acelerar a ação climática onde ela mais conta: no território, junto das pessoas.
Consulte o estudo completo no site da DGEG:
www.dgeg.gov.pt



