A 2.ª Conferência Internacional Cidades pelo Clima, integrada na programação da Lisbon Sustainability Week, não se limitou a promover o debate sobre a transição climática. O evento procurou também incentivar a ação individual, convidando os participantes a refletirem sobre os hábitos sustentáveis que pretendem adotar, as principais barreiras à mudança e os fatores que mais os motivam a agir.
Os resultados do inquérito realizado durante a conferência revelam uma forte predisposição para a mudança. Mais de metade dos participantes (52%) assumiu o compromisso de adotar três ou mais novos hábitos climáticos no seu dia a dia, enquanto apenas 11% indicou a intenção de implementar um único novo hábito.
Eficiência energética e uso responsável da água lideram compromissos
Entre as ações mais frequentemente identificadas destacam-se a poupança de energia em casa (56%) e a utilização mais eficiente da água (56%). O consumo responsável surge igualmente entre as prioridades dos participantes, tendo sido referido por 48%, a par da adoção de formas de mobilidade mais sustentáveis (44%).
Os resultados refletem uma preocupação crescente com a adoção de comportamentos que contribuem para reduzir o impacto ambiental no quotidiano e demonstram que existe disponibilidade para integrar práticas mais sustentáveis na vida diária.
Alterar hábitos continua a ser o principal desafio
Apesar da vontade de agir, o inquérito evidencia que a mudança de comportamentos continua a enfrentar obstáculos significativos. A dificuldade em alterar hábitos enraizados foi apontada como a principal barreira por 63% dos participantes.
A falta de opções convenientes foi identificada por 52% dos inquiridos, enquanto 41% referiu o custo associado às escolhas mais sustentáveis como um dos principais entraves à adoção de novos comportamentos.
O exemplo das cidades inspira a ação
Quando questionados sobre o que mais os motiva a agir, os participantes destacaram, de forma expressiva, o papel das cidades. Para 78% dos inquiridos, ver municípios e comunidades a demonstrar que a mudança é possível constitui a maior fonte de inspiração.
O conhecimento científico (48%) e a percepção de mudanças concretas no terreno (48%) surgem igualmente entre os principais fatores que incentivam a adoção de práticas mais sustentáveis.
Os resultados reforçam a importância de combinar políticas públicas eficazes, evidência científica e exemplos concretos de implementação para acelerar a ação climática. Ao mesmo tempo, evidenciam a necessidade de criar condições que facilitem a adoção de comportamentos sustentáveis, tornando as escolhas mais simples, acessíveis e integradas no quotidiano das pessoas.
Também pode participar: responda ao inquérito e receba o PDF do My Climate Commitments, o notebook criado para transformar pequenas escolhas em compromissos climáticos.



