Cidadãos Urbanos da União Europeia apontam prioridades: Habitação, Serviços e Mobilidade 


 As cidades europeias continuam a atrair a maior parte da população e a concentrar desafios que exigem respostas urgentes – é o que revela o mais recente Eurobarómetro Flash, publicado a 24 de junho pela Comissão Europeia. Os resultados confirmam que, em 2025, cerca de 75 % dos europeus vivem em zonas urbanas, percentagem que deverá chegar a 78 % até 2050. Neste cenário, os habitantes das cidades apontam prioridades claras e soluções concretas para tornar o espaço urbano mais habitável, equitativo e resiliente face às alterações climáticas. 

Os principais receios urbanos 

A falta de habitação acessível surge como o problema mais premente: 51% dos entrevistados que vivem em centros urbanos consideram-na urgente. Seguem-se, não muito longe, questões associadas ao desemprego ou à escassez de oportunidades de trabalho (33%), à qualidade dos serviços públicos (32%) e à pobreza ou falta de habitação digna (32%). Estes números não se repetem da mesma forma no campo ou nos subúrbios, onde a habitação acessível perde força (cerca de 37% nos subúrbios e 28% em áreas rurais) e a qualidade dos serviços públicos assume maior peso (36% nas zonas não urbanas). 

Onde investir amanhã 

Quando questionados sobre os aspetos que mais carecem de atenção, os cidadãos urbanos destacaram sobretudo a qualidade dos serviços públicos (42%) e a segurança nos espaços coletivos (36%). A mobilidade acessível e o desenvolvimento económico local surgem logo a seguir (29% cada), realçando a urgência de redes de transporte público eficiente e de políticas de atração de investimento. 

Soluções apontadas pela população 

As medidas que obtêm maior consenso entre os residentes são, em grande parte, intervenções de reabilitação e regulação: 

  • 88% acreditam que a renovação de habitações existentes reduziria a fatura energética das famílias e promoveria o conforto térmico. 
  • 83% defendem a construção de novas habitações acessíveis, seja através de incentivos fiscais, subsídios ou parcerias públicoprivadas. 
  • 82% apoiam programas de assistência ao arrendamento, como limites máximos de renda ou vales renda, para proteger os mais vulneráveis. 

Esta fotografia in loco reforça a necessidade de uma abordagem integrada, onde habitação, mobilidade, serviços públicos e coesão social se unam em projetos urbanos que sejam simultaneamente sustentáveis, acessíveis e preparados para o futuro. 

Fonte completa: Eurobarómetro Flash da Comissão Europeia, Junho 2025