Aprovadas novas medidas de eficiência energética para reduzir a pobreza energética 


 No dia 12 de dezembro foi publicada a Portaria n.º 442-A/2025/1, que estabelece a criação de um instrumento financeiro destinado a apoiar intervenções de eficiência energética em edifícios residenciais. Esta iniciativa visa diminuir a pobreza energética em Portugal e enquadra-se no Plano de Recuperação e Resiliência. 

O apoio agora definido integra as ações previstas na Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética 2023-2050, reforçando a capacidade das famílias para reduzir o consumo de energia, aumentar o conforto térmico das habitações e responder a situações de maior vulnerabilidade social. 

A definição dos beneficiários deste instrumento teve como base um estudo elaborado em maio pelo Observatório Nacional da Pobreza Energética (ONPE-PT), que analisou as características dos agregados familiares em situação de pobreza energética. A gestão do financiamento cabe ao Banco Português de Fomento (BPF) e à Agência para o Clima, I.P. 

Podem candidatar-se pessoas singulares proprietárias ou arrendatárias (com autorização do proprietário), bem como municípios, empresas municipais de habitação, cooperativas de habitação, instituições particulares de solidariedade social, condomínios, associações de moradores e outras entidades públicas sem fins lucrativos com atuação nas áreas social ou habitacional. 

Áreas de intervenção elegíveis 

  1. Melhorias na envolvente dos edifícios, incluindo isolamento, substituição de janelas e implementação de coberturas verdes. 
  1. Instalação de sistemas de climatização e produção de água quente mais eficientes, como bombas de calor e soluções solares. 
  1. Produção de energia renovável para autoconsumo, nomeadamente sistemas fotovoltaicos e armazenamento em baterias. 
  1. Medidas de eficiência no uso da água, como dispositivos economizadores, sistemas de monitorização e recolha de águas pluviais. 
  1. Custos associados a serviços técnicos, como certificação energética e auditorias. 

Condições de financiamento 

  • Apoio concedido através de empréstimos reembolsáveis, com possibilidade de bonificação e garantia pública. 
  • Taxas de juro, prazos e demais condições a definir pelo Banco Português de Fomento. 
  • As candidaturas devem ser apresentadas junto das instituições de crédito. 

Este novo instrumento financeiro representa um passo relevante no combate à pobreza energética e promove uma transição energética mais justa, sustentável e inclusiva. 

Para mais informações, consulte a portaria aplicável.