MEM+ v2 apresentado em Torres Vedras durante 3º encontro do Pacto dos Autarcas

A sessão paralela da Cidades pelo Clima, no 3.º Encontro Nacional do Pacto de Autarcas, mostrou como a nova versão da ferramenta calcula as emissões de gases com efeito de estufa de cada município. 

A Cidades pelo Clima apresentou, a 26 de outubro, em Torres Vedras, a nova versão 2.0 do MEM+, a ferramenta de monitorização das emissões municipais de gases com efeito de estufa (GEE). A apresentação decorreu numa sessão paralela do 3.º Encontro Nacional do Pacto de Autarcas e teve uma sala muito concorrida, com a presença de representantes municipais, regionais e políticos. 

Da primeira versão à nova metodologia 

O MEM+ foi lançado no final de 2024 pelo IN+/IST-ID e disponibiliza inventários municipais de GEE para os municípios de Portugal continental. Todos os inventários seguem o Global Protocol for Community-Scale Greenhouse Gas Emission Inventories (GPC), desenvolvido pelo World Resources Institute, pela C40 e pelo ICLEI. É esta metodologia comum que permite comparar municípios entre si, algo difícil quando cada cidade usa o seu próprio método. 

A ferramenta apresenta emissões totais, per capita e por Valor Acrescentado Bruto (VAB), e retrata a evolução histórica das emissões desde 2008. A informação é atualizada sempre que a DGEG e a ApC — Agência para o Clima publicam os dados oficiais que servem de base aos inventários. 

Como se calcula um inventário: o exemplo de Leiria 

Na parte central da sessão, a equipa mostrou, passo a passo, como se constrói um inventário de emissões, usando o município de Leiria em 2024 como exemplo. Os participantes viram como os dados de consumo e de atividade, como combustíveis, eletricidade, resíduos ou efetivos pecuários, se transformam em toneladas de CO₂ equivalente. 

O exercício percorreu os grandes setores do inventário: energia e transportes, resíduos e águas residuais, agricultura e indústria. Em cada um, foi explicado de onde vêm os dados e como se chega ao resultado final. 

A sessão deu também destaque aos pressupostos do inventário, para que os municípios saibam exatamente o que estão a comparar. Foi ainda apresentada a forma como se assinalam as lacunas, distinguindo entre uma fonte que não existe, uma que está contabilizada noutra categoria, uma que é confidencial e uma que não foi possível estimar. 

A sessão de Torres Vedras esgotou, mas em breve anunciaremos novas datas de apresentação do MEM+2.0

Conheça o MEM+ aqui

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